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August 08, 2025

ICEH e Umane lançam página especial sobre equidade no Observatório da Saúde Pública: Nova plataforma reúne análises inéditas sobre desigualdades em saúde no Brasil, com base em evidências científicas e linguagem acessível

O Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel), em parceria com a Umane, lançou uma página especial dentro do Observatório da Saúde Pública. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso a informações sobre desigualdades em saúde no Brasil, por meio de análises baseadas em dados públicos e apresentadas com clareza, em linguagem acessível.

Mais do que um repositório de indicadores, a nova página busca traduzir evidências científicas em conhecimento útil para profissionais de saúde, gestores, pesquisadores e o público em geral. A proposta é qualificar o debate sobre equidade em saúde e subsidiar políticas públicas mais justas e eficazes.

“A página é parte de nossa proposta de criar um observatório na área de equidade que se diferencia dos repositórios de indicadores tradicionais. Em vez de apenas apresentar dados, a plataforma se concentra em análises ancoradas na atualidade e apresentadas de forma compreensível para o público leigo”, afirma o coordenador do ICEH, Fernando Wehrmeister.

A página estreia com duas análises inéditas: uma sobre a violência sexual contra meninas e o acesso ao pré-natal entre adolescentes, e outra sobre os altos índices de maternidade precoce no Brasil. Entre 2020 e 2022, o país registrou, em média, mais de 11 mil partos por ano decorrentes de violência sexual contra menores de 14 anos. No mesmo período, mais de um milhão de nascimentos foram de mães adolescentes.

As pesquisas foram desenvolvidas pelo ICEH a partir de análises inovadoras de dados dos sistemas nacionais de saúde e contam com apoio da Umane, do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os estudos evidenciam padrões persistentes de desigualdade e revelam a importância do monitoramento contínuo para garantir o direito à saúde de forma equitativa.

Acesse a página especial do ICEH por meio do site do Observatório da Saúde Pública da Umane