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February 13, 2026
Novo estudo mostra que o empoderamento feminino influencia fortemente os padrões de uso de contraceptivos na África Subsaariana

Um novo artigo publicado na revista Contraception apresenta evidências robustas que
relacionam o empoderamento feminino e a idade das mulheres ao mix de métodos
contraceptivos em 28 países da África Subsaariana. O artigo integra um estudo
multicêntrico mais amplo sobre planejamento familiar, conduzido pela iniciativa
Countdown to 2030.
Na região, implantes e injetáveis são, em média, os métodos contraceptivos mais
utilizados. No entanto, o estudo constatou que mulheres com níveis mais elevados de
empoderamento tendem a utilizar uma maior variedade de métodos e a depender
menos exclusivamente dessas duas opções. Mulheres mais empoderadas mostraram
maior propensão a escolher métodos que oferecem maior controle pessoal e menos
efeitos colaterais, especialmente preservativos e métodos baseados no conhecimento
da fertilidade.
Entre os diferentes domínios de empoderamento analisados, a independência social
apresentou a associação mais forte com um mix de métodos mais diversificado. Esse
domínio inclui fatores como o nível de escolaridade das mulheres e o grau de
equilíbrio nas relações — por exemplo, menores diferenças de idade e escolaridade
entre parceiros. Esses fatores refletem relações mais igualitárias e estão diretamente
ligados à autonomia feminina nas relações íntimas.
Os resultados sugerem que o empoderamento feminino não é apenas um objetivo
social mais amplo, mas também um fator central nas escolhas reprodutivas. Quando as
mulheres têm mais autonomia, conseguem tomar decisões com mais poder em suas
relações, navegar melhor pelos serviços de saúde e escolher o método contraceptivo
que melhor atende às suas necessidades.
“Nossos resultados mostram que apoiar a autonomia das mulheres e garantir acesso a
uma ampla variedade de métodos contraceptivos deve ser central nos programas de
planejamento familiar — e não apenas o alcance de metas de cobertura ou de
métodos específicos”, afirma a autora Franciele Hellwig.
Programas que promovem educação, oportunidades econômicas e autonomia
reprodutiva — especialmente em momentos importantes da vida das mulheres —
tendem a gerar aumentos mais sólidos, sustentáveis e equitativos na cobertura de
planejamento familiar.
O estudo completo pode ser acessado clicando aqui.